Disfunções miccionais: distúrbios do ato de urinar
Disfunções miccionais reúnem os distúrbios do ato de urinar propriamente dito — como a bexiga armazena e como ela esvazia — e não devem ser confundidas com a incontinência urinária, perda involuntária de urina tratada em página própria. Em Cascavel, no Paraná, o Dr. Juan Mendes investiga e trata bexiga hiperativa, jato urinário fraco, retenção urinária e outras alterações miccionais, com estudo urodinâmico quando indicado.
O que tratamos
Bexiga hiperativa
Bexiga hiperativa é a condição caracterizada por urgência urinária, com ou sem perda de urina, acompanhada de aumento da frequência miccional e da necessidade de urinar à noite (noctúria). O tratamento inicial envolve mudanças comportamentais e medicação oral; quando a resposta é insuficiente, a toxina botulínica aplicada na bexiga (intravesical) é uma opção para reduzir a hiperatividade do detrusor.
Estudo urodinâmico
O estudo urodinâmico é o exame que avalia, em tempo real, como a bexiga armazena e esvazia a urina, medindo pressões vesicais e fluxo urinário durante o enchimento e a micção. É indicado para investigar bexiga hiperativa, jato urinário fraco, retenção urinária e incontinência, ajudando a identificar se a causa está no armazenamento, no esvaziamento, ou em ambos.
Jato urinário fraco e esvaziamento incompleto
Jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga são queixas que podem indicar obstrução do fluxo urinário, como no aumento da próstata, ou hipoatividade do músculo detrusor, responsável por contrair a bexiga. A investigação inclui exame físico, exames de imagem e, quando necessário, estudo urodinâmico, para diferenciar a causa obstrutiva da causa muscular e definir a conduta.
Retenção urinária
Retenção urinária é a incapacidade de esvaziar a bexiga espontaneamente, podendo ser aguda — de instalação súbita e dolorosa, exigindo alívio imediato — ou crônica, de evolução progressiva e menos sintomática. As causas incluem obstrução prostática, estenose de uretra e alterações neurológicas da bexiga. A conduta varia da sondagem de alívio à investigação e ao tratamento da causa de base.
Perguntas
frequentes
Não. Disfunções miccionais dizem respeito a como a bexiga armazena e esvazia a urina — urgência, jato fraco, retenção — enquanto a incontinência urinária é a perda involuntária de urina, tratada em página própria deste site, ainda que as duas condições possam, em alguns casos, estar relacionadas.
O estudo urodinâmico é indicado quando há dúvida sobre a causa de sintomas como urgência, jato fraco, esvaziamento incompleto ou retenção urinária, pois mede diretamente as pressões da bexiga durante o enchimento e a micção, orientando a escolha do tratamento mais adequado.
Sim. A retenção urinária aguda, com incapacidade súbita e dolorosa de urinar, exige alívio imediato, geralmente por sondagem vesical, seguido de investigação da causa. Já a retenção crônica tem evolução mais lenta e é investigada de forma eletiva.
Sim. O tratamento inicial da bexiga hiperativa é comportamental e medicamentoso. Quando a resposta é insuficiente, a toxina botulínica intravesical é uma opção antes de se considerar alternativas mais invasivas, sempre conforme avaliação individual.