Reconstrução urogenital
Área cirúrgica que restaura a função e a anatomia do sistema urinário e genital, masculino e feminino, após traumas, estenoses, fístulas, malformações congênitas, deformidades adquiridas, distopias, prolapsos ou complicações de cirurgias anteriores. Em Cascavel, no Paraná, com investigação aprofundada (uretrocistografia miccional e retrógrada, uretrocistoscopia flexível) e técnicas reconstrutivas de alta complexidade, inclusive laparoscopia e robótica, enxertos e retalhos.
O que tratamos
Uretroplastia (estenose de uretra)
Estenose de uretra é o estreitamento do canal urinário, por cicatriz ou fibrose, que dificulta a passagem da urina, causando jato fraco, esforço miccional e infecções de repetição. A uretroplastia é a cirurgia reconstrutiva que remove ou reconstrói o segmento estreitado, podendo usar enxerto de mucosa oral, restabelecendo o calibre do canal urinário de forma definitiva na maioria dos casos.
Reparo de fístulas urinárias
Fístula urinária é uma comunicação anômala entre o trato urinário e outra estrutura do corpo — pele, reto, vagina ou outro órgão pélvico —, causando perda involuntária de urina fora do trajeto normal. O reparo cirúrgico fecha essa comunicação e reconstrói o trajeto urinário, por via aberta, laparoscópica ou robótica, conforme a origem e o tamanho da fístula.
Reconstrução da bolsa escrotal e dos testículos (escrotoplastia)
A escrotoplastia é a cirurgia reconstrutiva da bolsa escrotal, indicada após perda de tecido por trauma, infecção grave (como a fasceíte necrotizante), remoção oncológica ou malformação congênita. A técnica utiliza tecido local remanescente ou, quando necessário, enxertos e retalhos, para reconstruir o revestimento escrotal, proteger os testículos remanescentes e restabelecer, quando possível, uma anatomia adequada.
Reconstrução peniana
Reconstrução peniana é a cirurgia que restaura a anatomia do pênis após trauma grave, complicação de procedimento anterior ou remoção de tecido por cirurgia oncológica. A técnica é escolhida conforme a extensão do dano e a estrutura remanescente, podendo envolver enxertos ou retalhos, buscando restabelecer a continuidade anatômica e, na medida do possível, a função urinária e sexual.
Meatoplastia
Meatoplastia é a cirurgia que reconstrói ou amplia o meato uretral, a abertura externa da uretra, quando há estenose que dificulta a passagem da urina, geralmente causada por trauma, procedimento anterior ou processo inflamatório crônico. A técnica utiliza retalho cutâneo local para ampliar a abertura e restabelecer o fluxo urinário adequado.
Correção de hipospádia
Hipospádia é a malformação congênita em que o meato uretral se abre numa posição anômala na face ventral do pênis, e não na ponta da glande, podendo vir acompanhada de curvatura peniana. A correção cirúrgica reposiciona o meato, corrige a curvatura quando presente e reconstrói a uretra com retalho local, restabelecendo a anatomia e a função miccional adequadas.
Correção de pênis escrotal (webbed penis)
Pênis escrotal, ou webbed penis, é uma condição congênita ou adquirida em que a pele do escroto se estende sobre a base do pênis, ocultando parte do seu comprimento e alterando a anatomia genital. A correção cirúrgica reposiciona a pele escrotal e reconstrói o ângulo penoescrotal, com técnicas de retalho local, restabelecendo a anatomia e a aparência adequadas da região.
Ureteroplastia
Ureteroplastia é a cirurgia reconstrutiva do ureter, indicada em estenoses, lesões traumáticas ou iatrogênicas que obstruem o fluxo de urina entre o rim e a bexiga, causando dor, infecção urinária ou perda progressiva da função renal. A técnica reconstrói o segmento comprometido, com sutura direta, retalho ou enxerto, restabelecendo a drenagem urinária normal.
Pieloplastia
Pieloplastia é a cirurgia que corrige a obstrução da junção ureteropiélica, o ponto de encontro entre a pelve renal e o ureter, causa comum de dor lombar recorrente, infecção urinária ou perda progressiva da função do rim. A técnica remove o segmento obstruído e reconstrói a junção, restabelecendo o fluxo livre da urina, por via aberta, laparoscópica ou robótica.
Reimplante ureteral (ureteroneocistostomia)
Reimplante ureteral, ou ureteroneocistostomia, é a cirurgia que desconecta o ureter da bexiga e o reimplanta em nova posição, criando um novo trajeto antirrefluxo. É indicado no refluxo vesicoureteral significativo e na estenose do ureter distal, situações que favorecem infecção urinária de repetição e comprometem progressivamente a função renal. Pode ser realizado por via aberta, laparoscópica ou robótica.
Perguntas
frequentes
Uretroplastia é a cirurgia reconstrutiva da uretra, indicada para estenoses (estreitamentos) que causam jato urinário fraco, esforço miccional, retenção urinária ou infecções urinárias de repetição. É considerada quando dilatações ou procedimentos endoscópicos anteriores não resolveram o estreitamento de forma duradoura.
Sim, na maioria dos casos. O tempo de internação varia conforme a complexidade da cirurgia — de um reparo pontual a uma reconstrução em múltiplas etapas — e é detalhado individualmente na consulta de planejamento cirúrgico.
As causas mais comuns são estenose de uretra (por trauma, procedimento endoscópico anterior ou causa inflamatória), trauma pélvico ou genital, malformações congênitas (como hipospádia e pênis escrotal), complicações de cirurgias prévias e fístulas urinárias. Cada caso é investigado individualmente para definir a origem exata antes de planejar a cirurgia.
O planejamento começa por exames de imagem — como uretrocistografia miccional e retrógrada — e, quando indicado, uretrocistoscopia flexível, para mapear a extensão da lesão. A partir disso, define-se se a reconstrução é feita em tempo único ou em etapas, e qual técnica — tecido local, enxerto ou retalho, por via aberta, laparoscópica ou robótica — é mais adequada ao caso.
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