Urooncologia: câncer urológico e genital
Urooncologia é a área da urologia dedicada ao diagnóstico e ao tratamento cirúrgico dos tumores do trato urinário e genital masculino. Em Cascavel, no Paraná, o Dr. Juan Mendes atua no tratamento cirúrgico do câncer de próstata, rim, bexiga, testículo e pênis, com abordagem individualizada e atenção à preservação da função sempre que a condição oncológica permitir, utilizando, sempre que a condição urológica permitir, preferencialmente técnicas minimamente invasivas — endourologia, laparoscopia e robótica.
O que tratamos
Câncer de próstata
O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum do trato urinário masculino, frequentemente identificado por PSA elevado ou alteração no exame físico. Quando indicado tratamento cirúrgico, a prostatectomia radical remove a glândula por via aberta, laparoscópica ou robótica, com preservação dos feixes neurovasculares sempre que a extensão tumoral permitir, buscando resguardar continência e função erétil.
Câncer de rim
O câncer de rim costuma ser descoberto de forma incidental em exames de imagem solicitados por outro motivo, ainda sem sintomas. O tratamento cirúrgico varia conforme o tamanho e a localização do tumor: a nefrectomia parcial remove apenas a lesão e preserva o restante do rim saudável, enquanto a nefrectomia radical retira o rim inteiro nos casos mais extensos.
Câncer de bexiga
O câncer de bexiga costuma se manifestar por sangue na urina (hematúria), muitas vezes sem dor associada, e exige investigação endoscópica para confirmação. Tumores superficiais são tratados por ressecção transuretral de bexiga (RTU), que remove a lesão através da uretra sem cortes externos; tumores mais invasivos podem exigir cistectomia, a remoção parcial ou total da bexiga, conforme o estadiamento.
Câncer de testículo
O câncer de testículo se apresenta como um nódulo ou aumento de volume indolor no testículo, mais comum em homens jovens, e deve ser investigado sem demora. O tratamento inicial é a orquiectomia radical, remoção cirúrgica do testículo acometido pela via inguinal, seguida de estadiamento para definir a necessidade de tratamento complementar conforme o tipo e a extensão do tumor.
Câncer de pênis
O câncer de pênis é um tumor raro que costuma se manifestar como lesão, ferida ou espessamento na glande ou no prepúcio, sinais que merecem avaliação urológica precoce. Nos casos indicados, a penectomia parcial remove a porção acometida preservando o máximo de comprimento e função possíveis, com reconstrução do coto peniano, priorizando a radicalidade oncológica junto à preservação funcional.
Câncer urotelial (rim, ureter, bexiga e uretra)
O câncer urotelial pode acometer o rim, o ureter, a bexiga e a uretra, muitas vezes identificado por hematúria e investigado por endoscopia e exames de imagem. Quando a localização e a estratificação de risco permitem, o tratamento endoscópico poupador de órgão remove ou destrói a lesão a laser, evitando ou adiando nefrectomias, nefroureterectomias e cistectomias.
- Indicação individualizada, por estratificação de risco da lesão (tumor de baixo, intermediário ou alto risco)
- Evita ou adia nefrectomias, nefroureterectomias e cistectomias — cirurgias mais extensas de remoção total do rim, do rim com ureter, ou da bexiga
- Procedimento endoscópico, sem cortes externos, com laser (Túlio ou Hólmio) para tratamento da lesão urotelial
- Tumores extensos, multifocais ou de alto risco podem exigir cirurgia mais ampla, conforme o estadiamento
Perguntas
frequentes
Não necessariamente. Quando a extensão do tumor permite, a técnica com preservação dos feixes neurovasculares busca resguardar a função erétil, mas isso depende do estágio da doença e é avaliado individualmente antes da cirurgia.
A nefrectomia parcial remove apenas o tumor e preserva o restante do rim saudável, sendo indicada sempre que a localização e o tamanho da lesão permitem. A nefrectomia radical remove o rim inteiro, reservada para tumores mais extensos ou centralmente localizados.
Não. Tumores superficiais são tratados por ressecção transuretral (RTU de bexiga), preservando o órgão. A cistectomia é indicada em casos de tumores musculo-invasivos ou de alto risco, conforme o estadiamento definido após a investigação.
O diagnóstico começa pelo exame físico e ultrassom da bolsa escrotal diante de um nódulo ou aumento de volume testicular, seguido de exames de sangue (marcadores tumorais) e de imagem para estadiamento. A confirmação e a extensão da doença orientam a conduta cirúrgica e o eventual tratamento complementar.
Não necessariamente. Quando a localização e a estratificação de risco do tumor urotelial permitem, o tratamento endoscópico poupador de órgão remove ou destrói a lesão a laser, por dentro das vias urinárias, evitando ou adiando nefrectomias, nefroureterectomias e cistectomias. A extensão e o risco da doença, avaliados por endoscopia e exames de imagem, é que definem se essa abordagem é possível.